Passeando e comendo em São Paulo!

Neste fim de semana resolvi fazer um programa diferente: como faz muito tempo que não viajo (quase três meses!), pensei que dormir num hotel já era alguma coisa e fui ser turista em São Paulo.

No sábado hospedei-me nos Jardins (onde se vê e é visto) e fui de ônibus para o Centro (onde se aproveita), passando pela indefectível 25 de Março, com o firme objetivo  de almoçar no Café Girondino e comer o melhor pudim do mundo de sobremesa. E não é que, no fim, ganhei de presente um embrulho que continha um pudim gigante? Pois é, o Girondino agora faz pudins inteiros, daqueles que vêm numa forma pra gente virar no prato, em casa, e comer tudo sozinho. Que alegria, um pudim lisinho, docinho, numa sacolinha de presente!

E como São Paulo é mesmo a cidade da gastronomia, de volta aos Jardins, caminhei pelo bairro observando em quantas padarias e em quantos cafés se pode comer bem, desde pratos elegantes até a tão tradicional coxinha.

No domingo, enquanto passeava pelo parque do Ibirapuera, vi que as pessoas mais sorridentes se encontram, mesmo, nas barraquinhas de coco verde ou sorvetes. Depois, todo mundo (eu, inclusive) caminha ou corre uma hora pra se livrar das calorias. Mas  tudo isso no parque é o que faz valer a pena.

Aí lembrei-me do Romulo, que prometeu tirar uma foto do biscoitão mineiro entre uma refeição e outra pelas Minas Gerais. E ele ainda teve a delicadeza de escrever um texto filosófico sobre comidas que define o que de fato encanta um turista, seja lá de onde e para onde for:

“O arroz com feijão brasileiro é tão nosso que será muito difícil o viajante se deparar com o prato em outras terras. Lá fora se come bem, em comidas bem diferentes. Talvez um traço que pode ser considerado comum (com ressalvas) é a batata. No Uruguai são muito normais os hambúrgueres (ou bifes) com batata frita e salada. Na Espanha não se vive somente de tapas: lá tem batata em todos os pratos, de todas as maneiras. Especialmente adoro a tortilla de patatas (que prometo trazer a receita original dada por uma senhora sevilhana, recitada não sem alguma rispidez característica). Na República Tcheca e Hungria é possível encontrar uma variedade inacreditável de sopas, para espantar o frio. Em algumas, se olharmos bem, a batata estará presente – junto com a carne de porco e pão.”

Vamos esperar as fotografias das mesas mineiras. Enquanto isso, apreciem minhas lembranças de pudim!

 

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