“Um mundo doente”

Quanta aflição no meu coraçãozinho de turista, o mundo está doente.

Os humanos trocam socos e pontapés por qualquer coisa, em lugares lindos e históricos, tão ricos os palcos da insensatez. Os  bichos sofrem cada qual a sua agrura, felizes os cães e gatos de estimação, que comem ração importada (sempre importada, não importa o país em que vivem) enquanto um pouco de cada espécie outra vive à espera de um milagre ou, que seja, de um resto qualquer.

O planeta vai se esvaindo.

De verdade, é muito mais do que isso. Minha homenagem ao amigo Salvador Lembo, que me ensinou que o “turismo é a indústria da paz”. tenho dito isso por aí, meu querido. E tenho sofrido a tensão de todas as guerras. Presa no meu egoísmo, torço para a Coreia do Norte não jogar uma bomba lá nos States antes de eu conhecer o Alabama, ou o Missouri.

Aquele stress nos aeroportos. Noutro dia passaram o raio-X no meu corpo inteiro. Será que viram minha pedra do rim? Tive que tirar minha fivelinha do cabelo antes de entrar no avião, mas não fiquei segura de que ninguém teria embarcado uma granada ou um fuzil. Ou coisa ainda pior, que nem ocorre à minha cabeça curiosa e inocente, de reles viajante.

Enquanto isso, no meu amado Brasil, crianças são jogadas aos leões, muitas vezes  seus próprios pais, de tão famintos eles próprios que transmutados em bestas.

Apelemos ao turismo. Viajemos e conheçamos os próximos e os distantes, para que aprendamos a, pelo menos, respeitá-los.

 

 

Comments
  1. 65 dias ago

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