Dublin, música e álcool.

Tem sempre um motivo para eu ir a qualquer lugar e não raro basta uma música.

Ir a Dublin tinha tudo a ver com U2. Eu perseguiria Scorpions pelo mundo se pudesse, mas por que não ir à casa da banda irlandesa, pra variar?

Dublin e Belfast estavam na minha lista fazia tempo. Não daria tempo de tudo, desta vez, mas eu tinha boa companhia e um roteiro fácil à base de muita RyanAir (a empresa aérea de baixo custo e alta emoção cuja sede é bem na Irlanda).

Só uma tarde e um dia inteiro na cidade e começamos no famoso Temple Bar. O lugar é uma delícia. Tem muita música, não dá pra comer nada porque aquilo é lotado que só vendo, mas a cerveja vem em litro e dá pra cantar e pular (dançar não, muito apertado) e bater palmas pro alto mesmo sem ter ideia de que música é aquela, que os irlandeses cantam rindo e bebendo. Pouco tempo ali significa muito.

Voltamos para a rua e logo entramos em outro bar qualquer para ouvir mais música. E beber mais cerveja.

A caminhada do dia seguinte nos levaria ao museu do whisky irlandês, cujas histórias são de realidade duvidosa, ilustradas, porém, por um guia muito divertido que contava histórias macabras de gente que, no passado, morria por causa de whisky de má qualidade.

Eu, que adoro pensar em assombração, estava adorando antes mesmo de beber.  A degustação chegou recheada de explicações que não entendi, primeiro porque era um sotaque desgraçado, depois, aquele álcool ia subindo rápido e eles não paravam de servir e falar (acho que era por isso que morriam).

Saí de lá sabendo menos do que quando entrei, mas estava numa alegria infantil quando paramos pra almoçar. Isso mesmo, a bebederia foi antes do almoço.

Ainda bem que eu tinha alguém para segurar minha mão, caso eu resolvesse atravessar a rua sem motivo. Mas não precisou. Paramos para comer no lindamente decorado  “The Bank”.

Depois do peixe com fritas regados apenas com água, fomos ao Guinness Museum. Era vez da cerveja de novo. Um lugar lindo e bem montado, com interação, shows, mostras, histórias e…degustação.

Eu bem tentei parar numa igreja pelo caminho, queria só rezar pelo meu fígado. Mas Deus foi misericordioso e protegeu mesmo sem eu pedir formalmente.

Afinal, não passo de uma turista inocente, seduzida pelo álcool, num lugar de onde eu só queria ouvir a música.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>