Sou brasileira, nasci em São Paulo em 10 de fevereiro de 1970.

Filha única, aprendi desde cedo a me divertir sozinha com meus gibis e, depois, com os livros que minha mãe, Leonor, sempre me presenteava com alguma dedicatória otimista e filosófica.

 

Eu nutria também o gosto pela escrita e cheguei mesmo a participar alguns  concursos literários infantis. Na vida adulta, desfrutei mais e mais da riqueza da literatura, na medida em que permite, tanto a quem escreve quanto a quem lê, chegar ao que considero o estágio mais avançado da natureza humana: a reflexão.

Daí, a opção pela advocacia foi fácil. A profissão me obriga a ler e escrever diariamente e ainda me proporciona o deleite da observação e convívio humano em diferentes contextos.

Quando engravidei, já aos 30 anos, comecei um quase diário, onde queria registrar fatos, sentimentos, prazeres e angústias do período da gestação. Conforme os dias se passavam e a história ia crescendo, o ato de escrever começou a me tornar terapêutico e, o que seria apenas um registro para o futuro da minha filha, tornou-se uma crônica de vida que poderia se aplicar a qualquer família. E num conjunto de oportunidades, veio a publicação independente de “Minha Pequena Laura”.

Algumas coincidências me fizeram adotar como rotina o prazer de compartilhar experiências e, estimulada pelos fatos, comecei a elencar anotações de vida e viagens, sendo estas a minha forma preferida de exercitar o autoconhecimento, a paciência, o desprendimento e até a coragem.

Tomei algumas decisões importantes nos momentos em que viajava sozinha ou com minha filha. Agora, espero poder enriquecer a jornada das outras pessoas, contando como me divirto e aprendo com a mágica do mundo, carregando apenas uma mala de mão.

“Viver e Viajar” não pretende ser um roteiro ou um guia de turismo. Ser turista, para mim, significa ter o coração valente e o espírito livre que, acredito, sejam caracterísicas que qualquer um possa perseguir, tornando o caminho da vida mais rico e mais colorido.

 

Luciana Gualda